Como fazer marketing digital para gastronomia?

Gastronomia

Se tem uma coisa que é necessária para tanto para gregos quanto para troianos é comida. Mas mesmo que sempre tenha tido uma alta demanda, nos últimos anos a gastronomia foi alçada a ares de superstar. A diversificação de propostas e estabelecimentos e o acesso cada vez maior a ingredientes inusitados criaram o efeito de “gourmetização” – que hoje afeta não somente o sabor dos pratos, mas toda a experiência envolvida em sua degustação.

Em um mercado que cresce ao passo de 79 estabelecimentos novos por dia no Brasil, conseguir se destacar se torna uma questão de vida ou morte para o seu negócio. E é por isso que muitos empreendedores novos e até os mais calejados estão variando seus investimento e olhando com mais vontade para a internet e para o marketing digital.

Assim como todos os setores, o marketing digital para gastronomia tem algumas distinções importantes em relação aos outros. Por exemplo, a esmagadora maioria dos esforços é orientada para melhorar o engajamento e o relacionamento com os clientes e leads. Pense bem: se você não fideliza seus clientes e tem de viver sempre de novas pessoas entrando no seu restaurante ou acessando sua loja de produtos de alimentação, seu Custo de Aquisição de Clientes (CAC) se torna muito alto e a operação inviável com o passar do tempo.

10 dicas para otimizar seus canais de marketing digital para gastronomia

1 – Site

Sabe aquela expressão que as pessoas “comem com os olhos”? Ela é muito verdadeira e deve estar no topo da sua mente quando você pensar na construção do site do seu restaurante, foodtruck ou companhia de venda produtos alimentícios.

Ele tem de ser focado em imagens deliciosas de seus produtos. Os bancos de imagem estão mais do que proibidos neste cenário: invista na produção de fotos realmente instigantes, saborosas e lindas. Faz diferença.

Outro ponto fundamental para o seu site é que ele seja responsivo. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo IBGE, em 2016, mais pessoas estão acessando a internet por aparelhos mobile do que pelo desktop desde 2014 no Brasil como um todo. Por isso, é essencial que seu site esteja preparado para se adaptar a vários formatos de telas.

Quanto ao conteúdo básico do site é importante atentar para as informações mais desejadas pelos consumidores. Um levantamento do Google mostra que 75% dos usuários acha extremamente útil que um site contenha o preço dos seus produtos e 63% consideram informações sobre as lojas físicas (como horários de funcionamento, telefone e mapa de localização) algo muito útil. Também é interessante acrescentar as formas de pagamento disponíveis, necessidade de reserva, se há opção de delivery e a lotação máxima da casa.

2 – Google Meu Negócio

Um detalhe que faz uma grande diferença para a presença digital de uma empresa de gastronomia é atualizar as informações no Google Meu Negócio. Essa plataforma cria cards com fotos e as informações essenciais da loja (breve resumo, horário de funcionamento, foto, telefone para contato, mapa para chegar) e os dispõe em destaque ao lado dos resultados de uma pesquisa orgânica.

Se você tiver disponibilidade, pense em investir em um vídeo 360º do estabelecimento – que aumenta ainda mais o engajamento. O único porém é que ele precisa ser feito por fotógrafos ou agências credenciadas pelo Google.

3 – Conteúdo

A produção de conteúdo é essencial para que seu site fique bem posicionado organicamente em ferramentas de busca, o que já é um bom jeito de se destacar da concorrência no meio digital. Além disso, ela auxilia no engajamento dos seus clientes.

Os posts do blog do seu negócio não devem se focar apenas no seu foodtruck, na sua empresa, no seu restaurante. Ele deve conversar com seus clientes, atraí-los e engajá-los com informações curiosas, relevantes e interessantes. Por exemplo, se você tem um restaurante de comida tailandesa é uma boa ideia falar sobre a cultura daquele país, como é produzida a comida por lá, restaurantes gostosos para visitar na Tailândia, dicas de viagem etc. O mesmo vale para bares esportivos, restaurantes focados em comida vegana, low carb ou qualquer outro nicho.

Você também pode compartilhar algumas receitas gostosas que tenham a ver com o cardápio do seu estabelecimento e pedir a contribuição dos visitantes para novas preparações a serem postadas.

4 – Geração de leads

A geração de leads é uma das premissas do inbound marketing, uma vez que ao ter informações sobre um consumidor é possível muní-lo de conteúdos interessantes e coemçar um relacionamento com ele.

No marketing digital para gastronomia não é diferente. O pulo do gato é entender quais conteúdos realmente são importantes para seus clientes e em troca do que eles estariam dispostos a lhe fornecer seus endereços de e-mail e algumas outras informações.

Algumas empresas têm utilizado a tática de cupoms de desconto após um breve questionário, caso do Outback e do Burguer King. Outras preferem ofertar e-books de receitas, vídeos ensinando técnicas de cozinha utilizadas na preparação dos pratos do estabelecimento, infográficos de preparação de drinks ou a assinatura de uma newsletter. Você pode usar todos.

5 – Relacionamento

O relacionamento e toda a comunicação do seu estabelecimento devem ser baseados na filosofia do seu negócio. Ele é gourmet, boêmio, tradicional, saudável, étnico? Use isso ao criar conteúdo, pensar em peças gráficas para as redes sociais e campanhas de e-mail e, especialmente, ao responder dúvidas e comentários nas redes sociais.

Ter um mote principal torna mais fácil a identificação das pessoas com a sua marca e facilita o engajamento com seus conteúdos. Não tenha medo de ter uma “bandeira” e divulgá-la com afinco.

6 – E-mail marketing

Diferentemente do setor de educação ou de empresas B2B, o e-mail marketing não entra no marketing digital para gastronomia com o intuito de nutrir leads. Aqui, ele atua como um canal de comunicação e reforço de relacionamento com seus clientes.

Você pode utilizá-lo para aguçar a vontade de seus consumidores. Que tal um lembrete do cardápio próximo da hora do almoço em dias de semana? Ou uma receita rápida e simples de petiscos e drinks para entreter amigos na sexta-feira à tarde?

Outros usos interessantes são para fazer pesquisas de opinião, divulgar conteúdos do seu canal no YouTube ou blog, falar de novas parceiras (estão aceitando um novo vale-alimentação?), convidar para eventos de troca de cardápio ou mimos especiais para os clientes mais fiéis.

7 – Redes sociais

Assim como o mercado de moda, as redes digitais utilizadas nas estratégias de marketing digital para gastronomia são baseadas principalmente na capacidade de comportar imagens. E as mídias que já são mais fundamentadas neste conceito largam na frente, como é o caso do Instagram, Facebook e YouTube.

O Instagram, por exemplo, é um excelente canal para postar aquelas fotos incríveis dos seus pratos, mostrar detalhes da decoração do local, atiçar os clientes com prévias de novas preparações para entrar no cardápio, pedir sugestões, agregar hashtags (que aumentam a visibilidade da sua marca) e até mostrar o que acontece dentro da cozinha do seu restaurante quando ninguém está vendo. As fotos nessas redes devem ser, acima de tudo, atrativas. Inspire-se no Instagram da rede americana Starbucks, por exemplo.

Já no Facebook, você pode divulgar conteúdos do blog, fazer campanhas e promoções relâmpago e estreitar a comunicação com seus clientes. Incentive os check-ins, mesmo que em troca da senha do wi-fi. É publicidade de graça para o seu negócio.

No YouTube, postar uma entrevista com o chef do seu estabelecimento, contar a história de como tudo começou, ensinar um truque ou outro de culinária são ótimas alternativas. E se você gosta de uma abordagem mais vintage, que tal tentar reviver as premiações para os prefeitos do Swarm?

8 – Avaliações nas redes

O ser humano adora dividir a responsabilidade de uma decisão e constantemente pede referências a amigos, colegas e familiares sobre o que comer, vestir e onde ir. E essa necessidade foi transferida para a internet por meio das avaliações presentes em sites como Facebook, TripAdvisor e Yelp.

Neles, os consumidores podem atribuir notas, fazer comentários sobre o espaço físico, a qualidade do atendimento, a rapidez no serviço, os próprios produtos e muito mais. Dê uma atenção especial a essas avaliações porque elas são bastante acessadas por pessoas que ainda não conhecem o seu estabelecimento e querem decidir se ele é uma boa pedida ou não. Por isso, incentive boas recomendações dos seus clientes.

9 – Mídia paga

O investimento em mídia paga no marketing digital para gastronomia é mais voltado para que as pessoas conheçam a sua marca. Por isso, campanhas no Facebook e Instagram são as mais indicadas. Foque em imagens atrativas e na possibilidade de anúncios de multiprodutos, assim você pode mostrar vários dos seus pratos ao mesmo tempo.

Dica extra: faça campanhas por geolocalização. Tanto o Google Adwords quanto o Facebook permitem que você restrinja horários e localização em suas campanhas. Por exemplo, você pode fazer uma campanha mostrando um prato suculento que está com desconto naquele dia no seu restaurante apenas das 10h30 às 14h para pessoas que estão a uma distância máxima de 5 km do seu restaurante.

10 – Parcerias com blogs e aplicativos

Tornar o seu estabelecimento um local conhecido e com um bom ranqueamento no Google pode demorar alguns meses. Por isso é interessante investir, especialmente no início, em parcerias com sites de crítica culinária da sua região. Hoje, eles não fazem avaliações apenas de estabelecimentos físicos, apostam também de deliverys.

Alguns exemplos são o Destemperados, Do Pão do Caviar, 2ByFood (mais para Belo Horizonte e o Comideria (para a Grande Florianópolis). Eles já possuem uma base de visitantes grande e uma menção pode ajudar a decolocar o seu negócio.

Outra parceria interessante é com aplicativos de entrega de comida, como o iFood, e até serviços de táxi como Uber e 99taxis. Que tal dar R$ 15 na corrida caso a pessoa consuma três chopps no seu bar?

Enfim, as possibilidades são tão diversas quanto os sabores nas cozinhas dos restaurantes.

 

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